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Publicado por Dra. Raquel Scherer de Fraga por 6 de abril de 2022
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transplante de fígado

O transplante de fígado é uma cirurgia realizada quando o fígado do paciente não é mais capaz de realizar a sua função.

Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a taxa de sobrevida do transplante de fígado passou a ser de 90% após a década de 1970.

Antes disso, essa taxa era de 30% e a técnica ainda não havia sido muito bem desenvolvida.

Quer saber mais sobre o transplante de fígado? Então confira as informações a seguir!

O que leva o paciente a um transplante de fígado?

A necessidade de um transplante de fígado pode surgir quando há insuficiência da função hepática.

Isso pode acontecer devido a algumas doenças, como as hepatites virais, câncer e a cirrose hepática.

Quando essas doenças atacam o fígado, este órgão pode acabar perdendo a sua função de se regenerar.

Quando o paciente já passou por todas as etapas de tratamento, radio e quimioterapia, e o órgão não teve sua função restabelecida, a única saída é o transplante de fígado.

Neste caso, o médico irá avaliar se o paciente se encaixa na lista de transplante e colocá-lo na fila.

Como o paciente deve se preparar para a cirurgia de transplante de fígado? 

O paciente de transplante de fígado deve manter-se saudável até o momento em que for chamado para a cirurgia.

Neste período, ele deve manter uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes, além de evitar gorduras e açúcar.

Atividades saudáveis também são recomendadas, como passar um tempo de qualidade com a família, praticar exercícios e relaxar.

O paciente também deve seguir exatamente as recomendações médicas e fazer o acompanhamento necessário enquanto está na fila do transplante.

Se o paciente estiver com cirrose hepática em fase avançada, a hospitalização pode acontecer com frequência devido às complicações da doença.

Como é feito o transplante de fígado?

O transplante de fígado pode ser feito tanto com o fígado de um doador vivo, quanto com o fígado de uma pessoa que teve morte encefálica.

  • Fígado de um doador vivo

Geralmente o fígado de doador vivo é de algum amigo ou parente do paciente. A cirurgia é agendada com antecedência e ambos se preparam para o procedimento.

Primeiramente, retira-se a parte do fígado do doador. Em seguida, o fígado do paciente é retirado e a nova porção é inserida no local, conectando vasos e ductos biliares.

Tanto a porção do fígado transplantado quanto a que ficou no corpo do doador se regeneram em algumas semanas.

  • Fígado de doador falecido

Neste caso, o paciente será notificado e deve ir imediatamente ao hospital.

Ele passará por exames para ver se está apto a receber o fígado naquele momento.

Se estiver tudo certo, o paciente é sedado para iniciar o procedimento.

O fígado doente é retirado e o novo é colocado no lugar. A ligação dos vasos sanguíneos e é feita, assim como o restabelecimento da bile. 

– Doação de fígado

transplante de fidado indicação e sobrevida

Afinal, quem pode doar transplante de fígado? 

Para fazer a doação em vida é preciso:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Ter boa saúde e não ser obeso;
  • Possuir compatibilidade com o receptor;
  • Ter estatura parecida com a do receptor.

Já o doador por morte encefálica não pode ter tido complicações hemodinâmicas e nem ter ficado muito tempo na UTI para ser apto ao transplante de fígado.

– Fila de transplante de fígado

Para entrar na lista de espera do transplante de fígado é necessário ser apto a uma série de fatores definidos de acordo com a situação de cada caso, prioridade e urgência da cirurgia.

Existe um sistema de pontuação chamado Modelo de Doença Hepática em Estágio Final (MELD) e uma fórmula para determinar o local de cada pessoa na fila.

Para crianças, o sistema de pontuação é outro, chamado de Doença Hepática em Estágio Final Pediátrico (PELD).

Como é a recuperação ?

Após o transplante de fígado o paciente permanece na UTI por alguns dias, até estar estável o suficiente para ir para o quarto.

Serão monitoradas as taxas de pressão, coagulação sanguínea, entre outras para verificar se tudo correu bem e reduzir as chances de infecções.

A partir do momento que o paciente vai para a casa, precisa dar continuidade ao tratamento e tomar toda a medicação para evitar complicações e reduzir a chance de rejeição.

Quanto mais compatível e saudável for o fígado do doador, mais fácil será a recuperação.

– Imunossupressores

Os imunossupressores são os remédios tomados pelo paciente que recebeu o transplante de fígado.

Basicamente,o que os imunossupressores fazem é baixar a imunidade, pois é através dela que o nosso organismo reconhece que há um corpo estranho por lá.

Nosso organismo não consegue identificar o que é esse novo corpo e por isso começa a combatê-lo.

Este medicamento evita que isso aconteça e, portanto, reduz a chance de rejeição do fígado.

A ingestão do medicamento deve ser feita à risca.

Possíveis complicações na cirurgia transplante de fígado 

A cirurgia de transplante de fígado pode apresentar algumas complicações. 

Como vimos acima, uma das principais é o risco de rejeição. Felizmente hoje há medicação para evitar que isso aconteça, mas ainda assim é possível que ela ocorra.

Além da rejeição, o paciente também pode ter risco de:

  • hemorragia;
  • formação de coágulos;
  • insuficiência renal;
  • infecção
  • não funcionamento do rim.

De acordo com as estatísticas, o não funcionamento inicial do rim, isto é, logo após a cirurgia acontece em 10% dos casos.

Mas geralmente há tratamento para isso. Caso não resolva o paciente pode voltar à lista de transplante.

Qualidade de vida do paciente após o transplante de fígado

trasnplante de figado fila de espera

O paciente que recebeu um transplante de fígado bem sucedido, ainda terá que tomar a medicação para o resto da vida.

Também é necessário levar uma vida saudável, evitar bebidas e sempre fazer o acompanhamento médico, que será frequente.

Mas de maneira geral, a pessoa está apta a levar uma vida normal e voltar às suas atividades regulares, como trabalho e vida social.

Em caso de necessidade, não deixe de procurar um médico hepatologista.

Caso sinta necessidade, agende sua consulta!

Conclusão

Quando a função hepática é prejudicada e o paciente cumpre uma série de requisitos, ele pode entrar para a lista de transplante de fígado.

Atualmente existe uma fila, na qual os pacientes são colocados de acordo com a urgência e a prioridade de cada caso.

Vimos que a recuperação do transplante de fígado pode ter algumas complicações, mas se bem-sucedida o paciente transplantado pode voltar a levar uma vida perfeitamente normal.

A medicação vai acompanhar o paciente transplantado durante toda a vida.

 

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Dra. Raquel Scherer de Fraga

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