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Publicado por Dra. Raquel Scherer de Fraga por 22 de março de 2022
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  • Doenças Hepáticas
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Hepatite Medicamentosa

Você já ouviu falar sobre a hepatite medicamentosa? A doença ataca o fígado e ocorre devido à ingestão de remédios que podem ser tóxicos ao órgão.

Durante a pandemia, tivemos a divulgação de alguns casos de hepatite medicamentosa justamente pelo uso indiscriminado de remédios sem eficácia comprovada.

Mas você sabe exatamente o que é a hepatite medicamentosa e como se prevenir? Continue a leitura e confira! 

O que é a hepatite medicamentosa?

A Hepatite Medicamentosa é uma doença no fígado que pode ser causada pelo uso inadequado de drogas, medicamentos, suplementos alimentares, fitoterápicos e até ervas e chás caseiros.

Muitas vezes, quando algumas substâncias são tomadas em excesso ou sem monitorização adequada, pode ocorrer uma irritação do fígado e a inflamação das células hepáticas, gerando um quadro de hepatite.

A hepatite medicamentosa se diferencia dos outros tipos de hepatite, justamente pela sua causa.

As conhecidas hepatites A, B e C, são causadas  por diferentes vírus (os vírus da hepatite A, da hepatite B e da hepatite C, respectivamente). Já a hepatite medicamentosa se desenvolve a partir do uso indevido de medicamentos e outras substâncias.

– O que pode causar a hepatite medicamentosa?

Pode ocorrer devido à ingestão prolongada de alguns medicamentos ou chás, à toxicidade das substâncias ao fígado ou à sensibilidade ao medicamento.

A Hepatite Medicamentosa pode ocorrer em trabalhadores que entram em contato com substâncias tóxicas em indústrias, e não fazem o uso correto de equipamentos de proteção, como os EPIs.

O quadro também é comum em pessoas que costumam se automedicar com frequência, sem a opinião de um profissional e sem o acompanhamento necessário para a saúde do fígado.

Lembrando que o fígado é um dos principais órgãos que metaboliza medicamentos, álcool e drogas, portanto, quando há uma sobrecarga dessas funções, o resultado pode ser perigoso e dar origem a quadros mais graves. 

Nos últimos dois anos viu-se um aumento da incidência de hepatite medicamentosa nos consultórios devido à divulgação do “kit covid”, que não possui eficácia comprovada.

Neste kit uma série de medicamentos são utilizados como a hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, anticoagulantes e outros.

Quando esses medicamentos são utilizados de forma associada e em doses mais altas do que o habitual não há estudos que comprovem o que pode acontecer.

Principais sintomas da hepatite medicamentosa

A hepatite medicamentosa é perigosa, justamente pelo fato de que, apesar de seus sintomas poderem ser silenciosos, pode ocorrer complicações graves como insuficiência hepática e cirrose.

No entanto, algumas pessoas apresentam sintomas da hepatite medicamentosa. Os sintomas mais comuns, quando relatados, são os seguintes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia::

  • náuseas;
  • vômito;
  • cansaço;
  • falta de apetite;
  • icterícia (olhos e pele amarelados);
  • urina escura, tipo chá preto .

Casos mais graves podem evoluir para insuficiência hepática grave, hepatite crônica, cirrose hepática e até necessitar de transplante de fígado de urgência.

Como é feito o diagnóstico da hepatite medicamentosa?

Como o paciente pode não apresentar sintomas, o diagnóstico de hepatite medicamentosa, muitas vezes, é feito com exames comuns de rotina e pode ser descoberto por acaso.

Mas se o médico tiver qualquer dúvida sobre a hepatite medicamentosa, deve fazer uma anamnese para saber se a pessoa teve contato com algum agente suspeito, se tem histórico de doença hepática e as medicações que tomou nos últimos 90 dias.

Exames de sangue devem ser solicitados, como o hepatograma, que avalia a saúde do fígado através da análise dos níveis de albumina, bilirrubina, parâmetros de coagulação (como o tempo de protrombina) GGT, AST, ALT, entre outros indicadores. 

Uma biópsia hepática também pode ser necessária para ajudar a diferenciar a hepatite medicamentosa de outros tipos de hepatite.

Hepatite Medicamentosa sintomas

Como evitar a hepatite medicamentosa?

Procure sempre fazer o uso de remédios apenas com indicação médica, principalmente, se for um tratamento e a substância for ingerida por vários dias.

Geralmente quando se faz uso de medicações com o uso prolongado, o médico solicita exames para analisar a saúde do fígado durante o processo.

É o que acontece, por exemplo, com o RoacutanⓇ (isotretinoína), medicamento receitado por Dermatologistas para tratamento de acne.

O acompanhamento do tratamento é feito pelo médico e caso haja alguma alteração no fígado o uso pode ser suspenso ou reduzido.

Quando estiver fazendo uso de medicamentos prolongados consulte o seu médico sobre o consumo do álcool. Se necessário, é preciso suspender o consumo durante o período para não sobrecarregar o fígado.

Tome cuidado também com a ingestão de chás. Muitas pessoas quando descobrem uma doença relacionada ao fígado, recorrem a produtos naturais na crença de que eles ajudam no tratamento e não fazem mal por serem naturais.

Mas a verdade é que, dependendo da substância e da quantidade ingerida, eles podem trazer mais complicações do que realmente ajudar.

A melhor saída é sempre consultar o seu médico.

Qual é o tratamento para a hepatite medicamentosa?

Em casos de hepatite medicamentosa, a medida imediata é a suspensão do uso da substância suspeita.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, 90% das pessoas têm melhora espontânea a partir daí.

Os pacientes sintomáticos devem receber tratamento para alívio dos sintomas, já aqueles que apresentarem falência hepática precisam ser encaminhados para a UTI.

Também é importante que seja avaliada a possibilidade de transplante de fígado.

Como a Dra. Raquel pode te ajudar?

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Por isso, realizar o acompanhamento da saúde do fígado é a melhor forma de prevenção.

Especialmente pelo fato de que algumas doenças relacionadas a ele são silenciosas e podem ser diagnosticadas de forma tardia.

Não deixe que este seja o seu caso.

A Dra. Raquel é especialista em Gastroenterologia e possui anos de experiência em atendimento clínico voltado para a hepatologia.

Agende agora mesmo uma consulta com a Dra. Raquel e mantenha a saúde do seu fígado em dia!

Conclusão

A hepatite  é uma doença, muitas vezes silenciosa, que pode acometer o fígado e levar a algumas complicações.

Mas, como vimos, há como se prevenir! O mais importante é não fazer uso prolongado de medicamentos – inclusive chás e fitoterápicos – por conta própria e sempre consultar o seu médico hepatologista.

E você já conhecia os efeitos da hepatite medicamentosa e as suas formas de prevenção?

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Dra. Raquel Scherer de Fraga

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